domingo, 25 de julho de 2010

ADMAP JULY/AUGUST 2010

Este mês a Admap vem com o tema “The future of research”, recheada de artigos e matérias discorrendo sobre o papel da pesquisa nos dias atuais e como as novas tecnologias disponíveis estão moldando esse papel e direcionando os objetivos de pesquisa por novos caminhos. Os editores da revista organizaram um painel com representantes de peso da indústria para discutirem sobre o tema e exporem novas visões sobre como a função da pesquisa será aprimorada em algo mais criativo e relevante aos clientes.

Entre várias conclusões, concordaram que a agência de pesquisa será cada vez mais cobrada para fornecer insights ao invés de somente informação bruta. E também que novas ferramentas de pesquisa, como a neurociência e a neurociência-social serão cada vez mais importantes e decisivas no processo de descoberta do consumidor. E novas formas de aferição do público, como Buzzmetrics e RealTime Data serão fundamentais para as mídias digitais.

Em um artigo chamado “Muslin Consumers” de Nazia Hussain, a autora escreve sobre a crescente importância do mercado muçulmano e como sua influência afetará o planejamento de marketing das empresas globais. Jovens muçulmanos com idade menor que 24 anos já representam 11% da população mundial, em um mercado que hoje já alcança a marca de 2.1 trilhões de dólares.

A autora destaca as diferenças culturais entre a geração desses jovens com a de seus pais, e explica, por exemplo, como a religião tem um diferente significado e valor para eles. É muito importante para as empresas que sigam a risca o código de leis Sharia, comportando-se de acordo com o conceito Hallal sobre pureza, honestidade e justiça – os jovens muçulmanos têm o potencial para serem os consumidores mais fiéis que existem; por outro lado, têm uma capacidade imensa de auto-organização e espírito de grupo para boicotarem em massa qualquer produto ou empresa que acreditem ser contra seus princípios.

Por fim, destaco também o artigo de Merry Baskin sobre “Effectiveness Measurement”, onde ela escreve sobre as diversas formas de se averiguar a eficácia de uma campanha, como ROI (vendas, retorno financeiro), imagem institucional (marca, reconhecimento, mudanças de atitude) e mudanças comportamentais (response rates, enquiries).

Interessante notar foi que, segundo a autora, a primeira coisa a ser feita para garantir uma medição de eficácia que funcione de fato, é estabelecer objetivos claros de comunicação e principalmente determinar de antemão o que será considerado como sucesso ao fim da campanha. Para isso, ela apresenta o modelo “by, by, by”, que foi justamente uma das 13 ferramentas para o planejamento estratégico que ela introduziu em seu curso “Strategic Thinking” pela APG no fim do mês passado.



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